Fonte: Animação S.A.

Entrevista em que Cesar Cabral comenta a sua trajetória na área do audiovisual (ECA – USP), detalhes sobre a produção do curta-metragem Dossiê Rê Bordosa e o quem por aí, como a série Angeli, The Killer.

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(Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock, Brasil, 2006)
Fonte deste texto – e-pipoca: http://epipoca.uol.com.br/filmes_pressbook.php?idf=12138

RESUMO DA ÓPERA

(SINOPSE CURTA)

Em uma festa na virada para 1972, na casa de Cosmo, estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meiaoito, que vivem intensamente o vapor barato total do flower power brasileiro ao explodir dos fogos de ano novo. De repente, não mais que de repente, 30 anos se passam e nossos heróis, agora carecas e barrigudos, enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individual e consumista. Família, filhos, trabalho, contas a pagar e solidão são conceitos que não combinam com o universo inconseqüente desses ‘bichos-grilos’ perdidos no tempo. O jeito é dar ouvidos à voz sábia de Raulzito e ressuscitar a velha banda de rock’n’roll.

SINOPSE MAIS LONGUINHA

Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll transfere para as telinhas e telonas as aventuras da impagável turma de personagens criados pelo cartunista Angeli nos anos 80. Como não poderia deixar de ser, o filme é uma típica ‘viagem’ que começa numa festa de embalo na noite de ano novo de 1972. De repente, Wood dá um salto de 30 anos no tempo e se descobre gordo, casado com Lady Jane e pai de Overall, o guri mais caretão do planeta. Não bastasse esse quadro familiar apavorante, situado num mundo contemporâneo devidamente globalizado, Wood ainda tem que abrigar o velho parceiro Stock, transformado num sem-teto com a morte do pai, e segurar no peito a crise no casamento com Lady Jane, que resolve dar um tempo na relação. E para completar, ressurge das cinzas a porraloca Rê Bordosa para atucanar ainda mais a anormal vida familiar de Wood. Em meio a tanta confusão, paira no ar um misterioso (ou seria misteriosa?) sexual killer…

Através de ‘Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’, o diretor Otto Guerra insere, finalmente, o mundo do desenho animado na tão propalada retomada do cinema nacional. Vencedor do concurso do Ministério da Cultura para filmes de baixo orçamento, ‘Wood & Stock’ revisita o mundo do consagrado cartunista Angeli, transpondo para a tela uma aventura completa de personagens que fazem a alegria de milhares de leitores há pelo menos 20 anos. Além dos eternos hippies Wood e Stock, a galeria de personagens inclui as memoráveis figuras femininas de Lady Jane e Rê Bordosa, que ganhou a voz de Rita Lee.

Como forma de peitar o establishment e tentar ganhar um troco para pagar as contas, Wood e Stock resolvem refazer a velha banda de rock que já tinha sido um fracasso nos anos 70. Tudo isso seguindo o conselho de um fruto de delírio chamado Profeta Raulzito, que ganhou a voz do gênio tropicalista Tom Zé. Os revolucionários Nanino e Meiaoito também estão nesse longa de animação que transforma em crônica sarcástica as agruras de quem insiste em acreditar num ideal em meio ao ultra moderno e cruelmente globalizado mundo contemporâneo.

O ESCULACHO DA CONTRACULTURA

Certamente as autoridades competentes deveriam ter monitorado (e evitado, se possível!) essa associação no mínimo indecente de Angeli e Otto Guerra. Mas agora é tarde demais e o estrago está feito. ‘Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’ está pronto e chegando às telas dos cinemas (e sabe-se-lá-quando nas locadoras no moderno formato digital do DVD!) para subverter platéias ao redor do mundo com explosões de gargalhadas. Wood e Stock e seus coadjuvantes, que são quase tão astros principais quanto eles (a saber, Rê Bordosa, Nanico e Meiaoito, Lady Jane, Rhalah Ricota Overall, Rampal, Sunshine, Skrotinhos e Purpurina), saltaram das tiras e gibis de Angeli para uma vida literalmente muito mais animada pelas mãos do experiente Otto Guerra.

Esse segundo longa de animação da Otto Desenhos (o primeiro foi ‘Rocky & Hudson: os Caubóis Gays’) parte de uma das mais antigas e angustiantes dúvidas existenciais de todo ser humano: o que vai ser de mim, o que estarei fazendo daqui a 30 anos? Claro que essas questões, dignas de filósofos alemães do século 19, são respondidas em Wood & Stock com muito humor.

O roteiro de Rodrigo John, que recebeu colaborações do próprio Angeli, além de Otto Guerra, Marta Machado, Tomás Creus e Lúcia Koch, começa com uma típica ‘festa de arromba’ (ou seria uma ‘festa de embalo’?) numa virada de ano no começo dos anos 70, época em que o sonho hippie brasileiro se desenvolvia entre viagens de LSD e uma ditadura militar recrudescente. Daí, numa trip alucinante, Wood & Stock são jogados nas malhas do tempo e se deparam com um futuro nada parecido com seus sonhos de liberdade, paz & amor.

Nesse futuro insólito e apavorante, nossos pseudo-heróis continuam fiéis ao ideal hippie, mas estão velhos, carecas e barrigudos. O filho de Wood, Overall, é um típico jovem nerd do princípio do século 21, que abomina todas as atitudes do pai. Para piorar tudo, a mãe (Lady Jane), cansada da vagabundagem do marido, resolve sair de casa e embarca num curso de meditação tântrica ou algo que o valha, conduzido pelo insofismável e picareta guru Rhalah Rikota.

Oprimidos pelas agruras do mundo contemporâneo (individualismo em alta, consumismo em eterna ascensão), Wood e Stock recebem um pitaco semi-mediúnico do profeta Raulzito e resolvem que é hora de remontar aquela velha banda dos anos 70 para mostrar ao mundo que o inconformismo ainda é a alma do negócio. Mas como eles estão num novo século e o vocalista original já morreu, a solução é convocar um vocalista punk e, literalmente, guinchante.

Projeto premiado no programa de filmes de baixo orçamento do Ministério da Cultura, ‘Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’ cumpriu uma penosa trajetória, como é comum ao eternamente independente cinema brasileiro. Dependendo de suas próprias forças e dos eventuais apoios conseguidos ao longo do processo de produção, para Wood & Stock as coisas foram ainda mais difíceis por se tratar de uma animação e – mais além – um longa-metragem de animação que fala de sexo e drogas!

Embora a Otto Desenhos exista há mais de 20 anos, Otto Guerra nunca abriu mão de sua independência, empunhando eternamente a bandeira da não-adaptabilidade, qual um Walt Disney quixotescamente punk. Mas o empenho e a dedicação ainda são as melhores armas contra o não-fazer, e o do-it-yourself de Otto e sua equipe acabou rendendo os hilários 81 minutos de ‘Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’ produzidos pacientemente desde 2000, quando o projeto foi contemplado entre os primeiros ‘BOs’ do MinC. A animação, centrada nos personagens de há muito antológicos e imortais de Angeli, que já visitaram páginas de jornais, revistas e livros e agora invadem as telas dos cinemas, é a mais risonha tradução do igualmente clássico verso de Lennon que nos ensina que ‘o sonho acabou’.

Para chegar a isso, Wood & Stock arregimentou um elenco de vozes dos mais competentes e interessantes. E aqui, mais uma vez, não foi um trabalho fácil. Vários testes de vozes foram feitos até chegar a uma escalação final considerada satisfatória. Para isso, contou a experiência acumulada pelo diretor Otto Guerra, desde agosto de 1978, quando surgiu a Otto Desenhos Animados. Na época, com escassos 22 anos, Otto Guerra abraçou a idéia, tida por todos ao seu redor como absolutamente absurda, de produzir desenhos animados, inicialmente alugando equipamentos para realizar comerciais e reinvestir todo o dinheiro ganho na compra de equipamento próprio.

Desde o sucesso de ‘O Natal do Burrinho’, produzido no distante 1983, o nome de Otto Guerra passou a ser sinônimo de animação, mesmo que muitas vezes a desanimação tenha sido a palavra mais presente. Passados mais de 20 anos, Wood & Stock representa, a um só tempo, a superação concreta de todos os problemas e o surgimento de novas e tentadoras complicações. A primeira delas é que, uma vez concluído Wood & Stock, já tem gente esperando pelo próximo. E as futuras tentações e complicações da Otto Desenhos já se alinhavam na forma de pelo menos dois novos projetos de longas e uma série porno-erótica em animação.

CELEIRO DE ASTROS

Voltemos ao elenco de Wood & Stock. Após marchas e contramarchas, o filme começou a ganhar vozes definitivas. Para os dois principais personagens, em torno dos quais gravitam outras figuras tão cativantes quanto eles, foram escolhidas vozes de dois atores gaúchos que superaram sotaques e regionalismos para fazer dos dois hippies incuráveis, sujeitos do mundo.

Assim, Zé Victor Castiel, ultimamente reconhecido nacionalmente por suas atuações em novelas da Rede Globo, mas com uma carreira muito mais rica e profunda no teatro e cinema feitos no Rio Grande do Sul, acabou cedendo sua voz para a criação de um Wood impagável, um tanto deprê e tristonho com os rumos que as coisas tomam no seu futuro quase insuportável. Sepé Tiaraju de Los Santos deu voz a Stock, uma voz tão bem trabalhada que em momento algum, mesmo que você conheça Sepé por anos a fio, ouve-se naquela voz ninguém a não ser mesmo o bom e velho Stock com todas as malandragens aperfeiçoadas pelo passar das décadas. Sepé Tiaraju, sócio fundador da Plug Produções Fonográficas de Porto Alegre, é simplesmente dublador de garganta plena.

O elenco de vozes conta com pelo menos duas celebridades da música brasileira. Rita Lee faz a voz da ressaca ambulante conhecida como Rê Bordosa. Além de fazer a voz de Rê, Rita, a mais perfeita tradução do hippie à brasileira representado pela Tropicália do final dos anos 60, empresta também duas das músicas mais psicodélicas de seu repertório solo pós-Mutantes à trilha do filme. Wood & Stock ainda consegue a proeza de cooptar ou captar a voz do grão-mestre tropicalista em pessoa, o baiano de Irará conhecido mundialmente como Tom Zé, que não poderia fazer outra coisa a não ser a voz do impagável profeta Raulzito, fruto dos delírios e flashbacks da galera detonada.

Mais que resgatar os personagens hilariantes de Angeli, ‘Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’ é uma grande sátira sobre o passado e o presente, sobre a eterna mutabilidade das coisas, como ensina o milenar I Ching, e a tenacidade inacreditável de algumas pessoas em seu ato de se agarrar ao passado como única, embora bastante improvável, tábua de salvação para continuar levando a vida.

O elenco de vozes de Wood & Stock tem ainda Felipe Mônaco dando voz à Rampal e ao guru Rhalah Rikota, Heinz Limaverde como o ‘delicado’ revolucionário Nanico, Janaína Kremer como a mística Lady Jane, Julio Andrade na voz do centrado Overall e ainda Michele Frantz como o poser porco Sunshine.

COISAS QUE NÓS GOSTARÍAMOS QUE VOCÊ SOUBESSE SOBRE A OTTO DESENHOS ANIMADOS

Otto Guerra é um dos cinco brasileiros citados na bíblia internacional da Taschen sobre animação, o que já é um luxo total. Confira aí adiante o que diz no livro Animation Now sobre o diretor de Wood & Stock:

‘Otto Guerra pertence à animada e criativa turma do cinema gaúcho no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Com uma carreira diversificada, que abrange filmes publicitários, institucionais e ácidas comédias autorais, ele se tornou o papa underground da animação brasileira, fazendo sucesso e escola com seu caminho torto. Guerra, em português, é o nome para war/guerre/krieg. Otto armou sua trincheira, a empresa Otto Desenhos Animados, em 1978, e desde então vem alvejando a cultura de massa e os temas infantis com as suas sátiras impagáveis. Os intervalos comerciais das novelas, os trailers de cinema e os mitos de western já estiveram na mira da sua artilharia. O longa-metragem ‘Rocky e Hudson’, saga de dois cowboys gays, piegas e esquizofrênicos, é hoje um cult movie da animação no Brasil. Otto Guerra deve sua introdução no cinema a um curso ministrado pelo argentino Félix Folonier. Até então cultivava o hábito infantil de desenhar histórias em quadrinhos, inspirado pelas peripécias de ‘Tin Tin’, ‘Blake’ e ‘Mortimer’ etc. Quando finalmente assumiu a imagem em movimento, começou pelos anúncios e as colaborações em sucessos do cinema infantil brasileiro, como ‘Os Trapalhões’ e a ‘Turma da Mônica’. Mais tarde, passou a freqüentar festivais com suas próprias criações, cheias de humor original e freqüentes inovações narrativas. Em ‘O Reino Azul’, por exemplo, um tirano espanta o tédio pintando o seu reino inteiramente de azul. O advento da computação gráfica sacudiu os métodos de trabalho de Guerra, que adotou as novas tecnologias em suas produções para o cinema e a televisão. Um bom guerreiro não recusa novas armas para o seu arsenal.’ (Animation Now: Taschen, Colonia, 2004, p. 372)

Em 2005 a Otto Desenhos Animados levou o Prêmio RGE para produzir o longa de animação ‘Fuga em Ré Menor para Kraunus e Pletskaya’, baseado em outra dupla antológica (do espetáculo Tangos & Tragédias) nos palcos brasileiros há mais de 20 anos. Antes disso, no entanto, Wood & Stock está chegando às telas para preencher uma daquelas ditas falhas culturais. Nesse filme, Otto Guerra fez mais do que adaptar para a tela os personagens viajandões de Angeli. Mantendo-se fiel a um estilo que já se tornou marcante, Otto preferiu fazer de Wood & Stock uma sátira das mais debochadas, como já tinha feito em seu pequeno clássico ‘Novela’ e no premonitório ‘Rocky & Hudson’, história de dois cowboys gays criados pelo alucinado e irreverente Adão Iturrusgarai, que também com base no escracho total, não só antecipou o recente ‘O Segredo de Brokeback Mountain’ como já fez, também de antemão, a melhor paródia sobre o assunto, que dificilmente será superada por alguma coisa contemporânea semelhante.

Tendo o deboche como fio condutor, Wood & Stock tem os dois pés fincados na iconoclastia total. Se os eternamente chapados personagens de quadrinhos de Angeli representaram, em algum momento, a manutenção do ideal hippie de paz & amor, tudo isso cai por terra com o filme de Otto, que apresenta o sonho hippie sob a ótica punk. O Wood & Stock de Otto é terra hippie arrasada. Mas com a garantia de risadas atemporais.

QUEM É ANGELI, O PAI DE WOOD & STOCK?

Arnaldo Angeli Filho, simplesmente Angeli para os fãs de quadrinhos, nasceu em São Paulo, em 1956. Começou a trabalhar aos catorze anos na revista Senhor, além de colaborar em fanzines. Em 1973 foi contratado pela Folha de São Paulo, onde continua até hoje. Desde os anos 80, Angeli desfiou uma galeria de personagens marcados por seu humor anárquico e urbano. Entre eles estão as figurinhas carimbadas que povoam os 81 minutos de Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll. Em 1983, Angeli lançou a revista ‘Chiclete com Banana’, que, de uma tiragem inicial de 20 mil exemplares chegou a atingir 110 mil. Angeli já teve suas tiras publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha e Argentina.

PALAVRAS DO DIRETOR

Como assim, Wood e Stock? Por que não Paulo e Antenor? Avaliar nossa identidade cultural (ou seria a nossa falta de identidade?) sempre me deixou meio que encurralado. Afinal, o que é ser brasileiro? A acachapante produção norte-americana, primeiro no cinema e mais tarde na televisão, nos cegou em relação a nós mesmos. Minha própria mãe me apelidou de Walt Disney da rua Lucas de Oliveira.

Nasci em 1956 e vi a tal televisão surgindo aos poucos, ali na sala do apartamento dos meus pais. A primeira ótima impressão que tive da TV foi aquela imensa caixa de papelão aonde ela veio embalada. Virou minha casa durante meses! Quanto à programação, lembro que no início eram poucas horas por dia de um só canal, creio que era a Tupi, por causa de um indiozinho com uma pena na cabeça. Naquela época não interessava, por exemplo, que ‘Ivanhoé’ era uma série americana e que ‘Vigilante Rodoviário’ era uma série brasileira. A questão sempre foi: por que preferi Roy Rogers ao invés de me apegar ao Negrinho do Pastoreio, mesmo tendo morado numa estância no Alegrete até 1964? Talvez porque antes de sermos brasileiros somos terráqueos, se bem que em grande parte da minha vida também não me identifiquei com nenhum outro terráqueo?

Enfim, o longa-metragem ‘Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’, mais recente cria da Otto Desenhos Animados em parceria com a Snif Snif Filmes, já no título nos joga para o lado de cima da linha do Equador. Mas a história se passa no coração do Brasil, numa cidade que pode ser São Paulo, Belo Horizonte, Recife ou Porto Alegre. Não importa. Os personagens, mesmo hippies, são brasileiros. A música, mesmo sendo rock, é composta por brasileiros e cantada em português.

O Angeli, criador do universo do filme, sofre do mesmo mal. Percebo nele diversas influências externas, sobretudo de um tal Robert Crumb, quadrinista underground nascido nos EUA. Talvez nossa vantagem seja que, além de digerir toda essa sopa da cultura importada, quando vomitamos, vomitamos junto nossa alma brasileira e o resultado pode ser visto nesse nosso longa de animação de 81 minutos.

Na questão técnica, estamos reinventando a roda – minha geração não tem tradição em produção de desenhos animados. Quando comecei a engatinhar na animação, em 1973, só havia referências distantes e as eventuais produções próximas eram grotescas. Daí uma certa fragilidade, uma certa ingenuidade no nosso trabalho, o que, na minha opinião, é uma virtude a mais.

E para finalizar: nesse ano que completo 50 anos de vida, a feliz coincidência de finalizar um filme sobre dois caras de 50 anos é muito divertida. Para encarnar melhor a personalidade deles passei a escutar Led Zeppellin e engordei 20 quilos. Não sei como me livrar deles agora. Acho que o trabalhão que vai dar para lançar o filme no mercado brasileiro, lutando contra a tal acachapante realidade de dominação dos filmes norte-americanos, vai dar jeito no meu flamante barrigão estilo Wood & Stock.

Animação em Premiação

Publicado: junho 8, 2010 em Evento
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FINALISTAS 2010 – animação

:: LONGA-METRAGEM:
O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas. Produção: Juliana Ribas por Start Desenhos Animados.

:: CURTA-METRAGEM:
O ANÃO QUE VIROU GIGANTE, Marcelo Marão
DIVINO, DE REPENTE, Fábio Yamaji
JURO QUE VI: O SACI, Humberto Avelar
O MENINO QUE PLANTAVA INVERNOS, Victor-Hugo Borges
A PRINCESA E O VIOLINISTA, Guto Bozzetti

Transmissão da premiação na noite de 08 de junho, via Canal Brasil e Web:
http://colunas.canalbrasil.globo.com/grandepremiocinemabrasileiro/

Se a vida debaixo da terra anda complicada para Júnior, protagonista da animação “Minhocas”, nada está tão fácil também para uma equipe de cinema que vive aqui, na superfície.

É que, para contar a aventura desse “minhoco” (ou garoto), os diretores Paolo Conti e Arthur Nunes lideram 50 profissionais na produção do primeiro longa de animação brasileiro com a técnica de “stop motion”.

Teaser de “Minhocas”

Equipe do longa revela truques da animação em “stop motion”

Conheça os bastidores de “Minhocas”

A missão de Júnior é conseguir vencer a adolescência. Já os desafios de quem faz “Minhocas” são muitos outros. A equipe tem que ter fôlego de herói para encarar os números que envolvem a produção: quase cem cenários, centenas de bonecos e adereços e milhares de fotos.


Cristiano Censoni/Divulgação

Júnior está vivendo a crise da pré-adolescência e acha que tudo vai dar errado.

Só para você ter uma ideia: para cada segundo de animação, são feitas pelo menos 24 fotos. Multiplicando esses segundinhos por uns 75 minutos, dá para dizer que os animadores do longa vão clicar bem mais de 100 mil fotos.

Debaixo da terra, o esporte da “minhocada” é o “minhocoball” (praticado com tatu-bola). De volta à superfície, a equipe “brinca” de animar (criar os movimentos) minhocas deslizando por patins, de fazer o Mr. Jumping (um herói da TV) saltar como se fosse mágica ou de dar vida a um vilão cheio de bracinhos.

Qual seria o vilão para o pessoal do estúdio da “minhocada”? Deve ser o tempo. Com o trabalho intenso de sete animadores, gravam uns quatro minutos da animação por mês. Mas tudo bem: os mocinhos sempre vencem no final.

Fonte: Folha.com

Sinopse:
Fama? Ego inflado? Espírito de porco? Quais os reais motivos que levaram o cartunista Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação? Este documentário em animação stopmotion investiga este vil crime.

Trailer Dossiê Rê Bordosa, Cesar Cabral, Coala Filmes, 2008.
http://www.dossierebordosa.com.br/